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A Direção-Geral de Política do Mar, representada pela sua Diretora-Geral, Marisa Lameiras da Silva, esteve presente, no passado dia 29 de julho em Lisboa, na sessão “Economia Azul e Energia Oceânica”, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca. No evento foram apresentados dois estudos técnicos dedicados à energia eólica offshore, elaborados pelo LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia e pela ADENE – Agência para a Energia, em parceria com a WavEC – Offshore Renewables, que veem contribuir para o reforço da informação especializada sobre o potencial que o espaço marítimo nacional oferece às energias renováveis e, concomitantemente, ao desenvolvimento de uma economia azul sustentável e resiliente. Do estudo elaborado pela ADENE, em parceria com a WavEC, e para o qual a DGPM prestou contributo técnico e estratégico, destacam-se os seguintes dados: Redução acentuada de custos: Apesar de a energia eólica flutuante registar ainda custos iniciais elevados, a maturidade tecnológica internacional aponta para uma redução progressiva de custos no futuro. Vantagem estratégica nacional: Portugal possui condições naturais ímpares para liderar em soluções flutuantes para águas profundas, reforçando as suas segurança energética e soberania marítima, ao mesmo tempo que contribui para a descarbonização. Criação de valor e reforço da capacidade industrial: O estudo identifica um forte potencial de crescimento para setores nacionais como a engenharia, estruturas e flutuadores, serviços marítimos, operação, manutenção e I&D. Qualificação e regulação: São mapeados os perfis profissionais necessários para o setor, destacando-se o desafio de reforçar a capacidade industrial e assegurar estabilidade regulatória. A DGPM reafirma o seu compromisso com a transição energética no domínio marítimo e continuará a trabalhar no sentido de contribuir para a transformação dos recursos do espaço marítimo nacional como motor de desenvolvimento económico sustentável e resiliente.
DGPM participa em estudo dedicado à Energia Eólica Offshore
A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou, esta quarta-feira, na mesa redonda “Portugal e o Oceano: Desafios para a Economia Azul”, no âmbito do Workshop “Alentejo e o Oceano”, promovido pela Universidade de Évora. Na sua intervenção, sublinhou que, a meio da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, o verdadeiro desafio já não é apenas produzir conhecimento, mas sim transformá-lo em decisões, investimento, inovação e resultados concretos para a saúde do Oceano e para uma Economia Azul sustentável. O painel contou ainda com as intervenções de Telmo Carvalho, Vogal do IPMA, António Coelho Cândido, Diretor-Geral da DGRM, e Nuno Lourenço, Presidente da Direção do CoLAB +Atlantic, com moderação de Pedro Madureira, Pró-Reitor da Universidade de Évora. O programa incluiu ainda sessões dedicadas ao World Ocean Assessment III e à investigação desenvolvida na UÉ nas áreas das ciências do mar, conservação, alterações climáticas, recursos geológicos, habitats marinhos, áreas marinhas protegidas e economia azul. A sessão de encerramento contou com a presença do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, que destacou o valor desta iniciativa para a região alentejana e o mérito do trabalho científico desenvolvido pela Universidade de Évora no domínio das ciências do mar. A Direção-Geral de Política do Mar associa-se assim à Universidade de Évora no reconhecimento de que uma Economia Azul sustentável se constrói com conhecimento partilhado e vontade de agir. Esta participação reforça o papel da DGPM na articulação entre ciência, política e território, promovendo uma cooperação institucional que aproxime a investigação nacional das decisões que moldam o futuro do Oceano, do litoral ao interior do país.
DGPM na Universidade de Évora: da ciência à ação
A Direção-Geral de Política do Mar, na qualidade de Coordenador Nacional da Estratégia Marítima do Atlântico, participou nos Macro-regional & Sea Basin Strategies Days 2026, que decorreram nos dias 8 e 9 de julho, em Bruxelas, reunindo representantes da Comissão Europeia, Estados-Membros, regiões e organizações envolvidas nas estratégias macrorregionais e marítimas da União Europeia. O evento assumiu especial relevância para o Atlântico, num momento em que decorrem os trabalhos de revisão da Estratégia Marítima do Atlântico e a reflexão sobre a criação de uma futura Estratégia Macrorregional do Atlântico. Portugal esteve em destaque no painel de alto nível Towards an Atlantic Maritime and Macro-regional Strategy, através da participação de Duarte Rodrigues, Vice-Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), que sublinhou a importância da governação multinível e da articulação com os mecanismos de financiamento europeu. Entre as prioridades identificadas destacaram-se a conectividade, a competitividade da economia azul e a necessidade de garantir que a futura estratégia contribua para reforçar a coesão territorial. Ao longo da conferência foi amplamente reconhecido o valor da atual Estratégia do Atlântico enquanto instrumento de cooperação regional, tendo a Comissão Europeia reiterado a importância das estratégias marítimas para a concretização das políticas europeias para o Oceano. O debate evidenciou igualmente a necessidade de reforçar a cooperação entre regiões costeiras, promover comunidades mais resilientes e assegurar o alinhamento com o próximo Quadro Financeiro Plurianual. A DGPM reforça assim o acompanhamento das políticas europeias para o Mar, em particular, da revisão do principal quadro estratégico para o Atlântico, a Estratégia Marítima do Atlântico, e também através da Presidência Portuguesa da Estratégia, a ter lugar em 2027.
Portugal participa na Conferência Macro-regional & Sea Basin Strategies Days 2026

As Nações Unidas divulgaram, no Dia Internacional do Oceano, o 3.º Relatório Global sobre a Avaliação do Estado do Oceano (World Ocean Assessment III – WOA III), considerada a análise global mais abrangente realizada até à data sobre o estado do Oceano. No processo de elaboração deste relatório participaram mais de 650 peritos de todo o mundo, entre eles docentes e investigadores de várias universidades, centros de investigação e entidades portuguesas, incluindo, Maria João Bebianno, que integra o Grupo dos vinte e cinco peritos internacionais responsáveis por este processo, desde 2016. O documento identifica o panorama global da governança oceânica, faz uma atualização do 2.º relatório e dedica duas partes importantes a uma economia inclusiva e sustentável integrando aspetos tecnológicos, económicos, ambientais e socioeconómicos e a outra parte é dedicada ao conceito de Uma Só Saúde e à sua implicação do Oceano. O documento fornece informação científica sobre o estado do ambiente marinho e apresenta um retrato preocupante, documentando um agravamento das crises que o Oceano enfrenta, entre as quais se destacam a aceleração da subida do nível médio do mar – cuja taxa anual aumentou mais de 50% em relação ao período analisado no relatório anterior -, o aumento da temperatura das águas, a acidificação do Oceano e a sua progressiva desoxigenação, com implicações diretas na sobrevivência de espécies marinhas e terrestres. O relatório alerta ainda para a expansão do impacto da poluição marinha, nomeadamente dos resíduos de plástico, que afetam atualmente mais de 4.000 espécies, e para os riscos associados aos chamados poluentes emergentes, apresentando também indicações sobre o potencial económico do Oceano e a ligação do Oceano à Saúde Humana numa perspetiva de Uma Só Saúde. O 3.º Relatório Global sobre a Avaliação do Estado do Oceano (WOA III) pode ser consultado aqui

A DGPM participou no workshop do projeto “Portugal 2050: Cenários e Visão”, realizado no passado dia 10 de julho nas instalações da Agência para o Clima, promovido pela Equipa Multissetorial de Prospetiva da REPLAN – Rede de Serviços de Planeamento e Prospetiva da Administração Pública, com a participação de representantes das várias entidades. A sessão teve como propósito contribuir para a análise da robustez das ambições construídas nos diferentes cenários e antecipar eventuais ações e intervenções que a consolidem ou reforcem. O workshop teve início com a apresentação do projeto, seguindo-se a realização de exercícios em grupo: i) um momento imersivo no cenário atribuído; ii) uma análise SWOT de três ambições desse cenário, com classificação da respetiva hipótese de concretização; iii) uma análise TOWS das mesmas ambições, com sugestão de recomendações que reforcem essa hipótese de concretização. No final, cada grupo partilhou resultados e conclusões, nomeadamente: quais as ambições menos e mais robustas e com mais oportunidades face aos cenários; que ações podem ser realizadas para aumentar a sua robustez; e quais as melhorias possíveis para a metodologia e organização deste tipo de exercício. Enquanto entidade responsável pela política do mar em Portugal, a DGPM acompanha ativamente os processos de planeamento estratégico de longo prazo, contribuindo para que a dimensão oceânica e a economia azul estejam presentes na visão de Portugal para 2050. Os resultados do projeto serão apresentados em dezembro deste ano.

A Conferência “Matosinhos e a Nova Economia do Mar” realizou-se hoje, dia 10 de julho, nos Paços do Concelho de Matosinhos, organizada pelo ECO – Economia Online e a Câmara Municipal de Matosinhos, reuniu representantes de instituições públicas, empresas, centros de investigação e organizações ligadas ao setor marítimo para debater os desafios e oportunidades da Economia Azul. No encerramento da Conferência, a Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva afirmou que Portugal defende um modelo de Economia Azul Sustentável em que prosperidade económica e proteção dos ecossistemas marinhos são objetivos indissociáveis, com a ambição de transformar o Mar num fator de sustentabilidade, competitividade e soberania — reafirmando o compromisso da DGPM em construir uma economia azul mais sustentável, inovadora, competitiva e geradora de valor para o país.???????????????? Referiu ainda que os resultados mais recentes da Conta Satélite do Mar evidenciam o dinamismo da Economia do Mar em Portugal, que em 2023 representou 4,3% VAB nacional, com um crescimento superior ao da economia portuguesa, reforçando o papel do mar como motor de criação de riqueza e emprego. Salientou igualmente a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030, a constituição da Reserva Marinha Rei Dom Carlos, que será uma das maiores áreas marinhas protegidas da União Europeia, que reforça a ambição nacional de proteger 30% do Oceano até 2030, bem como a importância do investimento em áreas como a regeneração dos ecossistemas marinhos, a descarbonização do transporte marítimo e a inovação azul, através de iniciativas como o Programa Floresta Azul, o Pacto da Bioeconomia Azul e a Rede Hub Azul, fundamentais para consolidar uma economia azul mais sustentável, inovadora e competitiva. Ao longo da Conferência foram debatidos temas centrais para a transformação do setor, incluindo a logística verde, a descarbonização do transporte marítimo, a ciência e inovação, a biotecnologia marinha e o crescimento do ecossistema de startups ligadas ao mar, evidenciando o papel de Portugal na promoção de uma economia azul mais competitiva, sustentável e inovadora. O evento contou ainda com a participação de um conjunto alargado de personalidades de referência do setor, entre as quais Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Pedro do Ó Ramos, Presidente do Conselho de Administração da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, Álvaro Sardinha, Fundador e CEO do C2EA – Centro de Competência em Economia Azul; Ana Paula Mucha, investigadora do CIIMAR; Isabel Carneiro Kahlen, da Morais Leitão; José Pinheiro, Diretor do Fórum Oceano e Country Manager Iberia da OW Ocean Winds; Manuel Tarré, Presidente do Conselho de Administração da Gelpeixe; Manuela Batista, investigadora do MARE – Marine and Environmental Sciences Centre e Miguel Marques, CEO da Skipper & Wool. A diversidade de perspetivas representadas nesta Conferência promoveu um debate enriquecedor sobre os desafios e oportunidades da Nova Economia do Mar, reforçando a importância da colaboração entre entidades públicas, academia e empresas no sentido de acelerar a inovação, a sustentabilidade e a competitividade do setor marítimo nacional.
Conferência "Matosinhos e a Nova Economia do Mar" reuniu líderes e especialistas para debater o futuro da Economia Azul
No dia 7 de julho a Diretora?Geral de Política do Mar participou na sessão de lançamento do Colégio da Água da Universidade de Lisboa, que teve lugar no Pavilhão de Portugal, numa iniciativa que une investigação, inovação e formação avançada em torno dos grandes desafios da água – da escassez à poluição, da resiliência climática à economia azul. Créditos: Universidade de Lisboa Nesta sessão foi também apresentado o Projeto WISE – Water Innovation, Science and Education, um projeto apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, que integra ciência, inovação e educação para responder aos desafios da água. O WISE prevê projetos de prova de conceito, programas de mentoria e aceleração para start?ups, bem como formação de estudantes e profissionais ao longo da sua implementação. A Diretora?Geral destacou que os desafios da água já não podem ser tratados de forma setorial. Sublinhou ainda que falar de água é também falar de ciência e inovação e, naturalmente, de Oceano, lembrando que o Mar começa muito antes da linha de costa. Créditos: Universidade de Lisboa A criação do Colégio da Água responde a uma necessidade real do país: integrar conhecimento, tecnologia e formação avançada para enfrentar desafios que são simultaneamente ambientais, económicos e sociais. E o projeto WISE acrescenta uma dimensão prática essencial, ao ligar ciência, inovação, demonstração, qualificação e mercado, exatamente a lógica que Portugal tem vindo a consolidar na sua visão de economia azul sustentável. Na sua intervenção, destacou ainda que esta arquitetura integrada – conhecimento, negócio e competências – é decisiva para acelerar soluções e preparar o país para um futuro mais resiliente, mais inovador e mais azul.
Créditos: Universidade de Lisboa

A Diretora-Geral da Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou no Evento de Lançamento dos Programas EEA Grants Portugal, promovido pela Unidade Nacional de Gestão, que decorreu no dia 2 de julho, no Goethe-Institut, em Lisboa. O evento assinalou o arranque oficial do novo ciclo dos EEA Grants 2021-2028 em Portugal, que disponibiliza 126,3 milhões de euros para apoiar projetos nas áreas do Crescimento Azul, Transição Verde, Cultura, Combate à Violência Doméstica e de Género estiveram em destaque ao longo da sessão, reforçando simultaneamente a cooperação bilateral entre Portugal e os Estados Doadores – Islândia, Liechtenstein e Noruega. A sessão contou com a participação institucional de representantes do Governo português, da Unidade Nacional de Gestão, do Financial Mechanism Office, das Embaixadas da Noruega e da Islândia, dos Países Doadores e dos Operadores de programa em Portugal, num momento marcado com a assinatura formal dos Programas dos EEA Grants, assinalando o início da sua implementação em Portugal. Na sua intervenção, a Diretora-Geral Marisa Lameiras da Silva, apresentou o novo Programa Crescimento Azul, do qual a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) é Operadora, destacando-o como um instrumento estratégico para reforçar a criação de valor e promover o crescimento sustentável da economia azul em Portugal, através do apoio à inovação verde e azul, à investigação e ao desenvolvimento de competências. A Diretora-Geral sublinhou que o objetivo central do Programa é impulsionar um crescimento azul sustentável, reforçando simultaneamente a competitividade das empresas e a capacitação das pessoas. Para concretizar esta visão, o Programa estrutura-se em três pilares: Negócios verdes e Inovação, destinado a apoiar empresas que desenvolvam produtos, serviços ou processos inovadores ligados ao mar; Investigação e Inovação, promovendo projetos científicos que reforcem o conhecimento marinho e potenciem a inovação empresarial; e Educação, Formação e Emprego Jovem, através do apoio a iniciativas que desenvolvam competências, sensibilizem para a importância do Oceano e criem novas oportunidades para os jovens no setor da economia azul. A temática sobre a igualdade de género e a digitalização são prioridades transversais a todas as áreas do Programa. Marisa Lameiras da Silva salientou ainda que o Programa Crescimento Azul dispõe de uma dotação financeira global de 57,6 milhões de euros, incluindo a contribuição nacional, constituindo um dos mais relevantes instrumentos de financiamento para apoiar projetos inovadores que contribuam para uma economia azul mais competitiva, sustentável e resiliente, reforçando simultaneamente a cooperação bilateral entre Portugal e os Estados Doadores. O painel integrou igualmente o testemunho de João Correia, da Flying Sharks, promotor de um projeto apoiado pelo anterior Programa Crescimento Azul dos EEA Grants. A sua intervenção evidenciou o impacto concreto do financiamento na capacitação tecnológica da empresa e no desenvolvimento de soluções inovadoras para o transporte e manutenção de organismos marinhos vivos, demonstrando a importância dos EEA Grants no fortalecimento da economia azul nacional e na internacionalização das empresas portuguesas. O evento permitiu ainda, dar a conhecer exemplos de projetos financiados em anteriores Programas dos EEA Grants, evidenciando o impacto da cooperação entre Portugal e os Estados Doadores na promoção da inovação, da sustentabilidade e do desenvolvimento económico e social. Enquanto Operadora do Programa Crescimento Azul, a DGPM reafirma o seu compromisso com a implementação deste novo ciclo de financiamento, que contribuirá para acelerar a transição para uma economia azul sustentável, reforçar o conhecimento do Oceano e criar novas oportunidades para entidades públicas, empresas, centros de investigação e organizações da sociedade civil.

A DGPM foi convidada a participar na sessão de encerramento do projeto-piloto Economia Azul: Conhecimento, desenvolvimento de capacidades e Resiliência para a Preservação do Património Natural e Cultural, realizada no ISCTE (Lisboa), a 24 de junho. O evento reuniu 50 representantes provenientes de organizações internacionais, administrações públicas, instituições do ensino superior, organizações da sociedade civil, redes de jovens e estudantes, permitindo evidenciar os principais resultados alcançados pela iniciativa, as lições aprendidas e ainda identificar oportunidades de cooperação futura entre os parceiros no setor da Economia azul sustentável. O projeto foi cofinanciado por Portugal, através do Camões, IP, no quadro da janela de Cooperação Triangular do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC), envolvendo ainda como parceiros implementadores o Instituto Internacional da UNESCO para o Ensino Superior na América Latina e Caraíbas (IESALC), em colaboração com Universidades e organizações da sociedade civil de Angola, Chile, Jamaica e, da parte de Portugal, o ISCTE, a Universidade do Porto e o Fórum Oceano. Os principais desta iniciativa contribuíram para o reforço do conhecimento e compreensão das ligações entre sustentabilidade, resiliência, preservação do património cultural e natural e participação inclusiva das comunidades costeiras, designadamente, um curso online de acesso livre intitulado “Vozes da costa: comunidades, resiliência e Economia Azul”, disponível em Inglês, Espanhol e Português, concebido para apoiar a aprendizagem, a partilha de conhecimentos e a ação local nas comunidades costeiras, e ainda, uma Publicação, que será disponibilizada em breve nas 3 línguas, com enfoque na forma como a ciência, as políticas públicas, o ensino superior e as comunidades se relacionam com a Economia Azul em Angola, Chile, Jamaica e Portugal. Mais informação sobre o projeto: aqui Curso online: aqui

A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, realizou na passada sexta-feira, 26 de junho, uma visita ao Algarve, acompanhada pela Diretora de Serviços de Programas e Financiamentos, Rute Assis Pires, com o objetivo de conhecer projetos estratégicos de investigação, inovação e desenvolvimento da economia azul promovidos por entidades de referência da região. A visita integrou o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, em Faro, o Hub Azul Olhão e a empresa Necton, proporcionando um contacto direto com iniciativas que contribuem para a implementação das políticas públicas do mar, para a valorização do conhecimento científico e para o desenvolvimento sustentável da economia azul. No CCMAR, a comitiva foi recebida pelo Diretor do Centro, Adelino Canário, e por investigadores e responsáveis das diferentes unidades de investigação. A sessão teve início com uma apresentação institucional da missão, visão e principais áreas estratégicas do Centro, incluindo a sua rede de parceiros nacionais e internacionais e o Observatório Marinho do Algarve (OMA.CCMAR). Seguiu-se uma sessão de trabalho dedicada às atividades científicas e aos principais projetos em curso, durante a qual foram apresentados os grupos de investigação do CCMAR, os projetos financiados no âmbito do anterior Programa Crescimento Azul dos EEA Grants e diversas iniciativas nas áreas da sustentabilidade, economia azul, pescas, aquicultura, biotecnologia marinha, oceanografia e políticas públicas do mar. A visita prosseguiu com uma deslocação aos laboratórios do Centro, permitindo conhecer de perto as atividades desenvolvidas nas áreas das pescas, biodiversidade e conservação, biotecnologia marinha, aquacultura e no Laboratório Experimental de Organismos Aquáticos (LEOA). O CCMAR é uma unidade de investigação de referência internacional em ciências marinhas, distinguindo-se pela excelência da investigação desenvolvida nas áreas da biologia marinha, ecologia, oceanografia, aquicultura, biotecnologia e conservação dos ecossistemas marinhos. A sua atividade contribui para o avanço do conhecimento científico, para a gestão sustentável dos recursos marinhos e para o apoio às políticas públicas ligadas ao mar. No âmbito da deslocação ao Algarve, a comitiva visitou igualmente o Hub Azul Olhão, um dos polos da Rede Hub Azul, criada para impulsionar a inovação e a competitividade da economia azul em Portugal. Este espaço reúne empresas, centros de investigação, universidades e entidades públicas, promovendo a experimentação, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de soluções inovadoras para os setores ligados ao mar. A agenda incluiu ainda uma visita à Necton, empresa algarvia de referência na produção sustentável de microalgas e organismos marinhos para aplicação nos produtos alimentares, aquícolas, cosméticos e biotecnológicos. A visita permitiu conhecer exemplos concretos de valorização do conhecimento científico e da inovação empresarial, evidenciando o potencial da bioeconomia azul como motor de crescimento sustentável. A visita constituiu uma oportunidade para reforçar o diálogo entre a Direção-Geral de Política do Mar, a comunidade científica e o tecido empresarial, promovendo uma maior articulação entre investigação, inovação e políticas públicas. O contacto direto com projetos financiados, infraestruturas científicas e iniciativas empresariais permitiu evidenciar o papel do Algarve como um dos principais polos nacionais de investigação e inovação dedicados ao mar, contribuindo para a concretização dos objetivos da Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e para o desenvolvimento sustentável da economia azul em Portugal.
Da ciência à inovação: DGPM visita projetos estratégicos e de investigação no Algarve que impulsionam a economia azul