Comissão Europeia lança novo Relatório Europeu sobre Economia Azul – “The Next Wave of Blue Growth – Investor Report 2026”
Comissão Europeia lança novo Relatório Europeu sobre Economia Azul – “The Next Wave of Blue Growth – Investor Report 2026”
A Comissão Europeia publicou o relatório “The Next Wave of Blue Growth – Investor Report 2026” , que identifica a Economia Azul como um dos motores emergentes de crescimento azul sustentável e alerta para os riscos ambientais que podem comprometer o desenvolvimento das atividades económicas ligadas ao Oceano. Produzido pela Direção-Geral dos Assuntos Marítimos e das Pescas da Comissão Europeia (DG MARE), o documento refere que, se a economia do Oceano fosse considerada um país, estaria entre as cinco maiores economias do mundo, com forte potencial de crescimento nos próximos anos. O relatório sublinha que o chamado Crescimento Azul poderá tornar-se uma das principais forças da economia global. Estas conclusões integram uma análise sobre o potencial de investimento e inovação nas atividades económicas ligadas ao mar. Segundo o documento, setores como a pesca, o transporte marítimo, a energia offshore, a biotecnologia marinha e o turismo costeiro apresentam perspetivas de crescimento. Este dinamismo é impulsionado pelo aumento da procura por recursos marinhos, pelo desenvolvimento tecnológico e pela expansão das energias renováveis no Oceano. O relatório salienta que o crescimento económico associado ao mar depende diretamente da saúde dos ecossistemas marinhos, sendo cada vez mais necessário apostar em inovação sustentável. A Economia Azul surge, assim, como um motor de crescimento que exige políticas integradas capazes de conciliar desenvolvimento económico, proteção dos ecossistemas marinhos e governação baseada no conhecimento científico. O documento acrescenta ainda, que fenómenos como o aumento da temperatura do oceano, a acidificação, a perda de biodiversidade e a poluição por nutrientes estão a ultrapassar limites ambientais considerados críticos pela comunidade científica, colocando em risco tanto a resiliência dos ecossistemas como a capacidade futura de gerar riqueza. Neste contexto, os autores defendem que investir em inovação sustentável no oceano deixou de ser apenas uma opção, tornando-se uma condição essencial de responsabilidade ambiental para garantir valor económico a longo prazo. Apesar do potencial económico do setor, o financiamento para atividades ligadas ao mar continua aquém do necessário, no entanto, tem-se registado um aumento do interesse por parte de investidores privados. Entre as principais fontes de financiamento identificadas estão: fundos de capital de risco ( venture capital ); fundos de investimento de private equity ; investimento corporativo em start-ups tecnológicas. Foram também identificadas várias áreas com forte potencial de expansão na próxima década, entre as quais: aquicultura sustentável e pescas; biotecnologia marinha; energias renováveis oceânicas; tecnologias de observação e monitorização do Oceano; transportes marítimos e portos “verdes”; gestão e tratamento da água. De acordo com o estudo, o crescimento da Economia Azul dependerá fortemente de políticas públicas, financiamento adequado e parcerias entre governos, empresas e instituições científicas. Neste contexto, o setor poderá desempenhar um papel central em desafios globais como: a segurança alimentar; a transição energética; a descarbonização do transporte marítimo; a proteção da biodiversidade marinha. Portugal com potencial na Economia Azul Embora o relatório tenha um enfoque global e europeu, Portugal surge como um país com condições estruturais favoráveis ao desenvolvimento da Economia Azul. Entre os fatores destacados encontram-se: uma das maiores zonas económicas exclusivas da União Europeia; tradição científica e académica na investigação do Oceano; potencial para o desenvolvimento de energias renováveis offshore; localização estratégica no Atlântico. Neste contexto, o principal desafio passa por transformar conhecimento científico e inovação tecnológica em projetos empresariais competitivos à escala internacional, capazes de atrair investimento e gerar valor económico sustentável. Saiba mais aqui ?