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A Direção-Geral de Política do Mar associou-se, esta quarta-feira, dia 23 de setembro, ao encontro “Mulheres do Mar – Vozes que Cuidam do Oceano”, promovido pela BLUEBIO ALLIANCE, Help Images e WIN-BIG project, que reuniu diferentes vozes e experiências para refletir sobre conhecimento, colaboração, liderança, e o Oceano. Maria João Ferreira, Chefe de Divisão de Comunicação Estratégica da DGPM, participou na mesa-redonda “Conversas sobre Conhecimento, Liderança, Oceano e Humanidade”, trazendo para o debate a importância da igualdade de género, da participação e da diversidade na construção de políticas públicas e de uma Economia Azul mais sustentável e inclusiva. Neste contexto, foi também destacada a importância de criar condições concretas para o acesso, a progressão profissional e o acesso à liderança das mulheres na Economia Azul, nomeadamente através de instrumentos de política pública e de financiamento. É neste enquadramento que se insere o Programa Crescimento Azul dos EEA Grants 2021–2028, operado pela DGPM. O programa integra a igualdade de género nas profissões do Mar como uma dimensão transversal, procurando contribuir para uma Economia Azul mais sustentável, inovadora e inclusiva. O encontro, no Auditório do Mar da Palha, no Oceanário de Lisboa, contou também com a apresentação dos documentários “Mulheres do Mar – Açores” e “Mulheres do Mar – Significant Gestures”, dando voz a diferentes histórias e formas de conhecer, viver, trabalhar, cuidar, proteger e amar o Oceano. Este foi um momento de partilha e reflexão sobre o papel das pessoas, das comunidades, das empresas e das instituições na construção de uma relação mais próxima, informada e participativa com o Oceano. A participação da DGPM reafirma o compromisso com a igualdade de género, a participação e a valorização das pessoas enquanto dimensões importantes de uma política pública do Mar mais inclusiva e de uma Economia Azul sustentável.
Mulheres do Mar - Vozes que Cuidam do Oceano

A Escola Azul, programa de Literacia do Oceano coordenado pela DGPM – Direção-Geral de Política do Mar, promoveu a 1.ª Reunião da Rede de Municípios Escola Azul, um encontro que juntou, pela primeira vez, os municípios de diferentes regiões do país que assumem um papel ativo no apoio às Escolas Azuis e na promoção da Literacia do Oceano nos seus territórios. Na abertura da reunião, a Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, destacou o papel estratégico dos municípios, enquanto parceiros próximos das escolas e das comunidades, na criação de pontes entre a Escola Azul, os territórios e os diferentes agentes locais. Sublinhou ainda a importância de uma Rede capaz de partilhar experiências, valorizar a diversidade dos territórios e transformar conhecimento em novas ideias, parcerias e oportunidades de ação pelo Oceano. Este encontro foi também um momento de balanço do ano letivo que terminou e de antevisão do novo ano letivo, permitindo conhecer experiências, projetos e boas práticas, refletir sobre aprendizagens e identificar novos desafios e oportunidades para a Rede. Os municípios são parceiros fundamentais do Programa Escola Azul: apoiam as escolas, divulgam o Programa, mobilizam parceiros locais, acompanham projetos e criam condições para que o trabalho desenvolvido pelas Escolas Azuis ultrapasse os muros da escola e chegue às comunidades. Porque a Escola Azul começa na escola, mas cresce quando encontra um território que a acolhe, apoia e ajuda a chegar mais longe. Esta primeira reunião marca o início de uma nova etapa para a Rede de Municípios Escola Azul: uma Rede que queremos cada vez mais próxima, colaborativa e inspiradora, capaz de promover a partilha de conhecimento, estimular novas parcerias e reforçar o impacto da Literacia do Oceano em todo o território. E queremos que esta Rede continue a crescer! ?? Se o seu Município quer apoiar as escolas do seu território, aproximar as comunidades do Oceano e integrar a Rede de Municípios Escola Azul, contacte-nos. Juntos, levamos a Literacia do Oceano mais longe.

“O Futuro do Oceano começa aqui: Competências Azuis & Resiliência Costeira” reuniu diferentes atores para promover a cooperação e o diálogo em torno do futuro sustentável do Oceano e das regiões costeiras. A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou esta manhã, em Oeiras, no Evento Nacional Conjunto da Estratégia Marítima do Atlântico – Iniciativa WestMED, dedicado ao tema “O Futuro do Oceano começa aqui: Competências Azuis & Resiliência Costeira”. Este evento foi coorganizado pelo Fórum Oceano, enquanto Hub Nacional da Estratégia Marítima do Atlântico e da Iniciativa WestMED, em parceria com a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM), enquanto Coordenador Nacional. A iniciativa decorreu em articulação com o Mecanismo de Assistência para as Estratégias da União Europeia para as Bacias Marítimas e com o Pilar IV da Estratégia Marítima do Atlântico – Oceano saudável e resiliência costeira. No âmbito da sua participação, Marisa Lameiras da Silva, proferiu a intervenção inicial, subordinada ao tema “A Visão de Portugal para a Cooperação no quadro das Estratégias da União Europeia para as Bacias Marítimas”. A intervenção permitiu destacar a perspetiva de Portugal relativamente à cooperação no quadro das estratégias europeias para as bacias marítimas, salientando a relevância do reforço das sinergias, das parcerias, da articulação e, essencialmente, da confiança entre os diferentes atores para responder de forma integrada aos desafios que se colocam ao Oceano e às regiões costeiras. Destacou igualmente, “a importância das estratégias, cooperação, ciência, diplomacia e governação, mas tudo isto só faz sentido se conseguirmos mobilizar todos e transformar políticas em oportunidades e conhecimento em capacidade de agir”. Ao longo do encontro foram debatidos os desafios e oportunidades associados ao desenvolvimento de Competências Azuis, Literacia do Oceano e resiliência costeira adequadas às necessidades atuais e futuras do setor marítimo, bem como o papel da formação, qualificação e Literacia do Oceano na preparação das atuais e futuras gerações para a transição azul. O programa incluiu ainda uma reflexão dedicada à saúde do Oceano e à resiliência costeira, abordando a necessidade de reforçar a capacidade de resposta dos territórios e comunidades costeiras e de promover uma maior articulação entre conhecimento científico, políticas públicas e ação. A inovação, a formação, a Literacia do Oceano, a Observação do Oceano e a resiliência costeira foram abordadas numa perspetiva integrada, evidenciando a importância da articulação e convergência entre políticas públicas, conhecimento, capacitação e cooperação internacional para responder aos desafios ambientais, económicos e sociais associados ao Oceano. A cooperação no domínio da Observação do Oceano foi igualmente abordada, através de uma perspetiva da Presidência Espanhola, reforçando a dimensão transnacional e de articulação entre as duas estratégias. O evento constituiu uma oportunidade para aprofundar as sinergias entre a Estratégia Marítima do Atlântico e a Iniciativa WestMED, promovendo o diálogo entre diferentes setores e territórios e identificando oportunidades de cooperação, contribuindo assim para o reforço da cooperação entre os diferentes atores das regiões costeiras e para a implementação das prioridades europeias no âmbito das estratégias para as bacias marítimas, promovendo uma visão partilhada para um futuro mais sustentável e resiliente. A iniciativa reuniu representantes da administração Pública, da Academia, do setor privado e da sociedade civil, proporcionando um espaço de diálogo, reflexão e partilha de conhecimento e boas práticas em torno de dois pilares fundamentais para uma Economia Azul mais resiliente, competitiva e sustentável: o desenvolvimento de Competências Azuis (Blue Skills) e o reforço da resiliência costeira e da saúde do Oceano. Com a participação de cerca de 80 especialistas e representantes de entidades nacionais e internacionais, o encontro evidenciou a importância de uma abordagem multidisciplinar e transnacional face aos desafios que se colocam ao Oceano e às zonas costeiras na construção conjunta de soluções.
DGPM participa no Evento Nacional Conjunto da Estratégia Marítima do Atlântico e da Iniciativa WestMED
DGPM participa no Evento Nacional Conjunto da Estratégia Marítima do Atlântico e da Iniciativa WestMED

Portugal assume uma posição estratégica no espaço marítimo e dispõe de uma oportunidade única para acelerar a transição do setor marítimo-portuário, conciliando ação climática, competitividade e investimento. É neste contexto que a Task Force Descarbonização Azul entra numa nova fase. Depois de uma primeira fase dedicada à identificação de prioridades e à definição de recomendações para o setor pelos parceiros: Direção-Geral de Política do Mar, Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, Instituto Superior Técnico, Universidade de Aveiro, Centre for Environmental and Marine Studies World Resources Institute e a Science Based Targets initiative, a 2.ª fase pretende avançar para a construção de soluções concretas e colaborativas, aproximando empresas e diferentes intervenientes do ecossistema marítimo-portuário. O objetivo é claro: transformar desafios em oportunidades e prioridades em ação, promovendo a cooperação e a criação de respostas que contribuam para um setor mais sustentável, competitivo e preparado para o futuro. A 2.ª fase da Task Force Descarbonização Azul, terá início a 15 de outubro e incidirá sobre quatro áreas prioritárias de intervenção: Digitalização dos Portos Infraestruturas e Energia Descarbonização das Pescas e das Atividades Marítimo-Costeiras Mecanismos de Financiamento e Planos de Transição Através da mobilização e articulação dos diferentes intervenientes do ecossistema marítimo-portuário, esta nova fase visa aprofundar a identificação de respostas e promover o desenvolvimento de soluções concretas que contribuam para a aceleração do processo de descarbonização do setor. A DGPM reafirma o seu compromisso no reforço e articulação entre políticas públicas, conhecimento, investimento e capacidade empresarial, contribuindo para que Portugal transforme os desafios desta transição numa oportunidade para reforçar a competitividade e a resiliência da Economia Azul. A 2.ª fase da Task Force está sujeita a uma contribuição de participação, cuja informação será disponibilizada às entidades que manifestem interesse. Pode submeter a demonstração de interesse AQUI. ?? Saiba mais em: Task Force – Descarbonização Azul – Global Compact

O Presidente da República, António José Seguro, é o mais recente Patrono da Aliança da Década do Oceano, juntando-se a outros Chefes de Estado e líderes globais que lideram pelo exemplo na mobilização de recursos, redes e influência em favor da Década do Oceano das Nações Unidas.

Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, a discursar

O convite, dirigido pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, foi aceite pessoalmente pelo Presidente Seguro na V Conferência da Década do Oceano, em Cabo Verde, sucedendo à distinção que já tinha sido atribuída a Marcelo Rebelo de Sousa, e reafirmando a continuidade do compromisso de Portugal com a preservação marinha global.

De entre os dez Patronos que atualmente integram a Aliança, sete são Chefes de Estado ou de Governo, e dois representam países da CPLP: Portugal e Cabo Verde.

Esta dupla presença lusófona reforça a ligação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa ao Oceano, e o papel que a língua e a cultura comuns podem desempenhar na cooperação oceânica internacional.

Ao lado do Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves – também Patrono da Aliança -, António José Seguro identificou cinco áreas essenciais para a cooperação internacional:

  • Segurança marítima

  • Pesca sustentável e aquacultura

  • Turismo

  • Financiamento azul

  • Ciência e tecnologia: a área onde, segundo o Presidente da Repúblia português, reside “uma das maiores promessas do Oceano para o século XXI”.

Com esta nomeação, Portugal reforça o seu lugar na linha da frente da diplomacia oceânica.

O F/262 – Festival Internacional de Fotografia acolheu, nas Caldas da Rainha, uma sessão dedicada à apresentação do Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas, iniciativa coordenada pela Direção-Geral de Política do Mar que distingue anualmente jovens autores de filmes sobre a importância do Oceano. O encontro contou com a participação da Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, com a exibição de filmes vencedores de edições anteriores e com a partilha de testemunhos de jovens vencedoras, que recordaram o impacto que a distinção teve nos seus percursos pessoais.

Diretora-DGPM, Marisa Lameiras da Silva, a discursar no evento

Perante uma plateia atenta ao diálogo entre fotografia, imagem em movimento e sustentabilidade, a Diretora-Geral destacou o papel do Prémio Mário Ruivo na sensibilização das novas gerações para a relação entre o Oceano e o futuro do planeta, e sublinhou a importância de plataformas culturais como o F/262 para levar esta mensagem a novos públicos.

Os filmes exibidos, produzidos em edições anteriores do Prémio, ilustraram a diversidade de olhares das gerações mais jovens sobre o Oceano. Os testemunhos permitira dar voz à experiência de participar no Prémio, da conceção do filme à cerimónia de entrega, e como todo o processo contribuiu para despertar ou reforçar o seu interesse pela Literacia do Oceano, tendo, em alguns casos, influenciado escolhas académicas e profissionais ligadas ao mar.

O Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas, que homenageia o legado do Professor Mário Ruivo, pioneiro na defesa do Oceano e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, encontra-se atualmente na sua 6.ª edição, subordinada ao tema “O Oceano e as Profissões do Mar”. Coordenada pela DGPM, a iniciativa distingue anualmente filmes produzidos por jovens que refletem sobre o papel do Oceano nas suas múltiplas dimensões.

Esta participação insere-se no compromisso da Direção-Geral de Política do Mar com a promoção da Literacia do Oceano junto das gerações mais jovens, através de parcerias que aproximam a cultura, a criação artística e a causa do Oceano.

Foi publicado o Relatório Final da 11.ª Our Ocean Conference, realizada entre 16 e 18 de junho de 2026, em Mombaça, Quénia, que reúne os compromissos assumidos por governos, organizações internacionais, setor privado, comunidade científica e sociedade civil para acelerar a ação em prol da proteção e utilização sustentável do Oceano.

Cartaz - Our Ocean Conference 2026 - "Our Ocean, Our Heritage, Our Future."

A edição de 2026 culminou com a apresentação de 320 novos compromissos, correspondentes a cerca de 6,4 mil milhões de dólares de investimento, abrangendo seis áreas prioritárias de ação: áreas marinhas protegidas, economia azul sustentável, alterações climáticas, pesca sustentável, poluição marinha e segurança marítima. Estes compromissos reforçam a cooperação internacional na resposta aos desafios que afetam o Oceano e contribuem para a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – Proteger a Vida Marinha.

Portugal apresenta um conjunto alargado de compromissos para a proteção e valorização do Oceano

o âmbito da Our Ocean Conference 2026, Portugal apresentou um conjunto de compromissos voluntários que reforçam a sua atuação nas áreas da conservação da biodiversidade marinha, do conhecimento científico, da economia azul sustentável, da governação do Oceano e da gestão sustentável dos recursos marinhos.

Entre os compromissos anunciados destaca-se a criação da Reserva Marinha D. Carlos, uma área marinha protegida com cerca de 173 mil km², ao largo da Madeira. Com esta iniciativa, Portugal aumentará a área marinha protegida sob jurisdição nacional de 19% para 25%, contribuindo para a concretização da meta internacional 30×30, que visa proteger 30% do Oceano até 2030.

Portugal comprometeu-se a desenvolver metodologias para quantificar o sequestro de carbono azul e a reforçar a recolha de dados sobre os fluxos e reservas de carbono no espaço marítimo nacional, promovendo uma melhor compreensão do papel dos ecossistemas marinhos na mitigação das alterações climáticas.

Ainda neste domínio, através do Programa Floresta Azul, o país irá promover a recuperação de pradarias marinhas, reconhecendo o seu elevado valor ecológico e o seu contributo para a conservação da biodiversidade, o sequestro de carbono e a resiliência dos ecossistemas costeiros.

Portugal assumiu igualmente o compromisso de criar um Biobanco Nacional de Recursos Genéticos Marinhos, reforçando a preservação e valorização do património genético marinho e o apoio à investigação científica e à inovação.
No domínio do conhecimento do Oceano, será reforçado o Centro Nacional de Dados Oceanográficos, promovendo uma gestão mais integrada, acessível e eficiente da informação oceanográfica produzida em Portugal. Foi anunciada a criação da plataforma tecnológica SEAMind 5.0, destinada à monitorização de indicadores socioeconómicos e ambientais da Economia Azul, apoiando a tomada de decisão baseada em evidência.
 
Portugal comprometeu-se ainda a elaborar um documento estratégico sobre Equidade no Oceano (Ocean Equity), que reunirá princípios, instrumentos e recomendações para promover uma Economia Azul mais justa, resiliente, inclusiva e sustentável.
 
No setor das pescas, os compromissos apresentados incluem a implementação de um período de defeso para a pesca do polvo, com o objetivo de reduzir o esforço de pesca durante a fase em que predominam exemplares juvenis, contribuindo para a conservação da espécie e a exploração sustentável deste recurso.
 
Foi igualmente apresentada a iniciativa Jovem Pescador, destinada a promover a renovação geracional no setor da pesca e da aquicultura através de incentivos financeiros, acesso prioritário ao licenciamento e reforço da formação profissional.
 
No seu conjunto, estes compromissos refletem a aposta de Portugal numa abordagem integrada para o Oceano, assente na conservação da biodiversidade, na ciência, na inovação, na sustentabilidade das atividades económicas e na promoção de uma governação mais inclusiva e resiliente.
 
A Direção-Geral de Política do Mar (DGPM)  continua empenhada a acompanhar a agenda internacional, promovendo políticas públicas alinhadas com a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14): Proteger a Vida Marinha, que contribuem para a implementação dos compromissos que promovem um Oceano mais saudável, resiliente e sustentável.
 
Consulte o relatório final:

A capacidade de desenvolvimento de competências adequadas e o reforço da resiliência costeira são dois pilares fundamentais na transição para uma Economia Azul mais resiliente, competitiva e sustentável.

O Evento Nacional Conjunto Estratégia Marítima do Atlântico – Iniciativa WestMED, terá lugar Oeiras, no próximo dia 9 de setembro, dedicado ao tema “O Futuro do Oceano começa Aqui: Competências Azuis & Resiliência Costeira” e permitirá que representantes da Administração Pública, Academia, setor privado e Sociedade Civil promovam um diálogo e partilha de boas práticas sobre dois pilares fundamentais da transição azul: o desenvolvimento de Competências azuis (Blue Skills) e a resiliência costeira e saúde do Oceano.

cartaz The Future of the Ocean Starts here
Este encontro proporcionará um espaço de reflexão sobre desafios comuns nas duas Estratégias, oportunidades de cooperação e o papel da inovação, da formação e das políticas públicas na construção de um futuro mais sustentável para as regiões marítimas tendo em vista o reforço de sinergias entre as duas Estratégias, de parcerias entre diferentes atores, contribuindo, assim, para a implementação das prioridades europeias.
 
Coorganizado pelo Fórum Oceano, enquanto Hub Nacional da Estratégia Marítima do Atlântico e da Iniciativa WestMED, em parceria com a Direção-Geral de Política do Mar, enquanto Coordenador Nacional, e em articulação com o Mecanismo de Assistência para as Estratégias da União Europeia para as Bacias Marítimas e o Pilar IV da Estratégia Marítima do Atlântico – Oceanos saudáveis e resiliência costeira.

O Relatório de Empregos da Economia Azul 2026, publicado pela Blue Jobs, apresenta uma nova realidade resultante da evolução do mercado de trabalho na Economia Azul, evidenciando a crescente diversidade de oportunidades profissionais associadas aos diferentes setores ligados ao Oceano. A análise demonstra que, para além das atividades marítimas tradicionais, a Economia Azul integra um conjunto cada vez mais alargado de áreas de especialização, refletindo a evolução das necessidades de competências e a crescente importância da inovação, da sustentabilidade e da transição energética. De acordo com a análise, as oportunidades de emprego distribuem-se por um vasto conjunto de áreas, demonstrando o carácter multidisciplinar da Economia Azul. Entre os setores com maior representação destacam-se: Conservação de Recursos Marinhos, Ecologia e Vida Selvagem (16%); Pescas e Aquicultura (14%); Gestão, Consultoria e Negócios (13%); Literacia do Oceano e Educação Ambiental (11%); Investigação Marinha (10%); Energias Renováveis Marinhas (9%); Política do Mar e Gestão Costeira (8%). O relatório evidencia igualmente oportunidades profissionais em áreas como a investigação científica, a monitorização ambiental, a engenharia, a educação, a consultoria, a gestão, as políticas públicas e outras atividades que contribuem para o desenvolvimento sustentável da Economia Azul. Importa salientar que uma menor representação de determinados setores no relatório não corresponde, necessariamente, a um menor número de oportunidades de emprego. Alguns setores, como o turismo costeiro sustentável, recorrem predominantemente a canais de recrutamento locais ou a plataformas, estando, por esse motivo, menos refletidos nas bases de dados internacionais utilizadas para a elaboração da análise. As conclusões do relatório confirmam a crescente multidisciplinaridade da Economia Azul e a necessidade de perfis profissionais cada vez mais diversificados, capazes de responder aos desafios associados à utilização sustentável do Oceano, à proteção dos ecossistemas marinhos, à inovação tecnológica e à transição para uma economia mais sustentável. Neste contexto, a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) acompanha a evolução das competências e das necessidades do mercado de trabalho da Economia Azul, promovendo políticas públicas alinhadas com a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14): Proteger a Vida Marinha, que contribuem para a valorização do capital humano, o desenvolvimento de competências azuis e o reforço da competitividade e sustentabilidade do Oceano e deste setor estratégico para Portugal. O Relatório de Empregos da Economia Azul 2026 constitui um contributo relevante para conhecer as tendências atuais do mercado de trabalho e apoiar estudantes, profissionais, empresas e decisores na identificação das competências e oportunidades emergentes na Economia Azul. Consulte + info e relatório:

Relatório de Empregos da Economia Azul 2026 destaca a crescente diversificação das oportunidades profissionais ligadas ao

A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou, no passado dia 27 de julho, em Lisboa, na sessão de encerramento da cerimónia de apresentação do livro e da plataforma digital “Sentinelas do Oceano”, uma iniciativa da SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Resultado de dois anos de trabalho editorial e do contributo de mais de 650 pessoas – entre equipas de recolha de dados no terreno, autores e revisores – a publicação reúne conhecimento científico atualizado sobre 66 espécies de aves marinhas e costeiras que ocorrem em Portugal, com mais de 160 mapas de distribuição organizados por região (Continente, Açores e Madeira) e período fenológico. Na sessão de encerramento, a Diretora-Geral reconheceu o rigor e a dedicação da SPEA na construção deste contributo para o conhecimento do Oceano, sublinhando que esta publicação se afirma não só como uma referência científica incontornável, mas também como um instrumento de sensibilização e mobilização, capaz de aproximar todos de um Oceano mais conhecido, mais saudável e mais protegido. As aves marinhas e costeiras funcionam como verdadeiras sentinelas da saúde dos ecossistemas oceânicos: a sua distribuição e tendências populacionais ajudam a compreender alterações ambientais e a informar decisões de conservação mais eficazes. A DGPM associa-se a este momento, reforçando o seu compromisso com o conhecimento científico como base para políticas públicas mais informadas ao serviço do Oceano. Aceda à plataforma digital AQUI