
A Escola Azul, programa de Literacia do Oceano coordenado pela DGPM – Direção-Geral de Política do Mar, promoveu a 1.ª Reunião da Rede de Municípios Escola Azul, um encontro que juntou, pela primeira vez, os municípios de diferentes regiões do país que assumem um papel ativo no apoio às Escolas Azuis e na promoção da Literacia do Oceano nos seus territórios. Na abertura da reunião, a Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, destacou o papel estratégico dos municípios, enquanto parceiros próximos das escolas e das comunidades, na criação de pontes entre a Escola Azul, os territórios e os diferentes agentes locais. Sublinhou ainda a importância de uma Rede capaz de partilhar experiências, valorizar a diversidade dos territórios e transformar conhecimento em novas ideias, parcerias e oportunidades de ação pelo Oceano. Este encontro foi também um momento de balanço do ano letivo que terminou e de antevisão do novo ano letivo, permitindo conhecer experiências, projetos e boas práticas, refletir sobre aprendizagens e identificar novos desafios e oportunidades para a Rede. Os municípios são parceiros fundamentais do Programa Escola Azul: apoiam as escolas, divulgam o Programa, mobilizam parceiros locais, acompanham projetos e criam condições para que o trabalho desenvolvido pelas Escolas Azuis ultrapasse os muros da escola e chegue às comunidades. Porque a Escola Azul começa na escola, mas cresce quando encontra um território que a acolhe, apoia e ajuda a chegar mais longe. Esta primeira reunião marca o início de uma nova etapa para a Rede de Municípios Escola Azul: uma Rede que queremos cada vez mais próxima, colaborativa e inspiradora, capaz de promover a partilha de conhecimento, estimular novas parcerias e reforçar o impacto da Literacia do Oceano em todo o território. E queremos que esta Rede continue a crescer! ?? Se o seu Município quer apoiar as escolas do seu território, aproximar as comunidades do Oceano e integrar a Rede de Municípios Escola Azul, contacte-nos. Juntos, levamos a Literacia do Oceano mais longe.
“O Futuro do Oceano começa aqui: Competências Azuis & Resiliência Costeira” reuniu diferentes atores para promover a cooperação e o diálogo em torno do futuro sustentável do Oceano e das regiões costeiras. A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou esta manhã, em Oeiras, no Evento Nacional Conjunto da Estratégia Marítima do Atlântico – Iniciativa WestMED, dedicado ao tema “O Futuro do Oceano começa aqui: Competências Azuis & Resiliência Costeira”. Este evento foi coorganizado pelo Fórum Oceano, enquanto Hub Nacional da Estratégia Marítima do Atlântico e da Iniciativa WestMED, em parceria com a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM), enquanto Coordenador Nacional. A iniciativa decorreu em articulação com o Mecanismo de Assistência para as Estratégias da União Europeia para as Bacias Marítimas e com o Pilar IV da Estratégia Marítima do Atlântico – Oceano saudável e resiliência costeira. No âmbito da sua participação, Marisa Lameiras da Silva, proferiu a intervenção inicial, subordinada ao tema “A Visão de Portugal para a Cooperação no quadro das Estratégias da União Europeia para as Bacias Marítimas”. A intervenção permitiu destacar a perspetiva de Portugal relativamente à cooperação no quadro das estratégias europeias para as bacias marítimas, salientando a relevância do reforço das sinergias, das parcerias, da articulação e, essencialmente, da confiança entre os diferentes atores para responder de forma integrada aos desafios que se colocam ao Oceano e às regiões costeiras. Destacou igualmente, “a importância das estratégias, cooperação, ciência, diplomacia e governação, mas tudo isto só faz sentido se conseguirmos mobilizar todos e transformar políticas em oportunidades e conhecimento em capacidade de agir”. Ao longo do encontro foram debatidos os desafios e oportunidades associados ao desenvolvimento de Competências Azuis, Literacia do Oceano e resiliência costeira adequadas às necessidades atuais e futuras do setor marítimo, bem como o papel da formação, qualificação e Literacia do Oceano na preparação das atuais e futuras gerações para a transição azul. O programa incluiu ainda uma reflexão dedicada à saúde do Oceano e à resiliência costeira, abordando a necessidade de reforçar a capacidade de resposta dos territórios e comunidades costeiras e de promover uma maior articulação entre conhecimento científico, políticas públicas e ação. A inovação, a formação, a Literacia do Oceano, a Observação do Oceano e a resiliência costeira foram abordadas numa perspetiva integrada, evidenciando a importância da articulação e convergência entre políticas públicas, conhecimento, capacitação e cooperação internacional para responder aos desafios ambientais, económicos e sociais associados ao Oceano. A cooperação no domínio da Observação do Oceano foi igualmente abordada, através de uma perspetiva da Presidência Espanhola, reforçando a dimensão transnacional e de articulação entre as duas estratégias. O evento constituiu uma oportunidade para aprofundar as sinergias entre a Estratégia Marítima do Atlântico e a Iniciativa WestMED, promovendo o diálogo entre diferentes setores e territórios e identificando oportunidades de cooperação, contribuindo assim para o reforço da cooperação entre os diferentes atores das regiões costeiras e para a implementação das prioridades europeias no âmbito das estratégias para as bacias marítimas, promovendo uma visão partilhada para um futuro mais sustentável e resiliente. A iniciativa reuniu representantes da administração Pública, da Academia, do setor privado e da sociedade civil, proporcionando um espaço de diálogo, reflexão e partilha de conhecimento e boas práticas em torno de dois pilares fundamentais para uma Economia Azul mais resiliente, competitiva e sustentável: o desenvolvimento de Competências Azuis (Blue Skills) e o reforço da resiliência costeira e da saúde do Oceano. Com a participação de cerca de 80 especialistas e representantes de entidades nacionais e internacionais, o encontro evidenciou a importância de uma abordagem multidisciplinar e transnacional face aos desafios que se colocam ao Oceano e às zonas costeiras na construção conjunta de soluções.

Portugal assume uma posição estratégica no espaço marítimo e dispõe de uma oportunidade única para acelerar a transição do setor marítimo-portuário, conciliando ação climática, competitividade e investimento. É neste contexto que a Task Force Descarbonização Azul entra numa nova fase. Depois de uma primeira fase dedicada à identificação de prioridades e à definição de recomendações para o setor pelos parceiros: Direção-Geral de Política do Mar, Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, Instituto Superior Técnico, Universidade de Aveiro, Centre for Environmental and Marine Studies World Resources Institute e a Science Based Targets initiative, a 2.ª fase pretende avançar para a construção de soluções concretas e colaborativas, aproximando empresas e diferentes intervenientes do ecossistema marítimo-portuário. O objetivo é claro: transformar desafios em oportunidades e prioridades em ação, promovendo a cooperação e a criação de respostas que contribuam para um setor mais sustentável, competitivo e preparado para o futuro. A 2.ª fase da Task Force Descarbonização Azul, terá início a 15 de outubro e incidirá sobre quatro áreas prioritárias de intervenção: Digitalização dos Portos Infraestruturas e Energia Descarbonização das Pescas e das Atividades Marítimo-Costeiras Mecanismos de Financiamento e Planos de Transição Através da mobilização e articulação dos diferentes intervenientes do ecossistema marítimo-portuário, esta nova fase visa aprofundar a identificação de respostas e promover o desenvolvimento de soluções concretas que contribuam para a aceleração do processo de descarbonização do setor. A DGPM reafirma o seu compromisso no reforço e articulação entre políticas públicas, conhecimento, investimento e capacidade empresarial, contribuindo para que Portugal transforme os desafios desta transição numa oportunidade para reforçar a competitividade e a resiliência da Economia Azul. A 2.ª fase da Task Force está sujeita a uma contribuição de participação, cuja informação será disponibilizada às entidades que manifestem interesse. Pode submeter a demonstração de interesse AQUI. ?? Saiba mais em: Task Force – Descarbonização Azul – Global Compact
O Relatório de Empregos da Economia Azul 2026, publicado pela Blue Jobs, apresenta uma nova realidade resultante da evolução do mercado de trabalho na Economia Azul, evidenciando a crescente diversidade de oportunidades profissionais associadas aos diferentes setores ligados ao Oceano. A análise demonstra que, para além das atividades marítimas tradicionais, a Economia Azul integra um conjunto cada vez mais alargado de áreas de especialização, refletindo a evolução das necessidades de competências e a crescente importância da inovação, da sustentabilidade e da transição energética. De acordo com a análise, as oportunidades de emprego distribuem-se por um vasto conjunto de áreas, demonstrando o carácter multidisciplinar da Economia Azul. Entre os setores com maior representação destacam-se: Conservação de Recursos Marinhos, Ecologia e Vida Selvagem (16%); Pescas e Aquicultura (14%); Gestão, Consultoria e Negócios (13%); Literacia do Oceano e Educação Ambiental (11%); Investigação Marinha (10%); Energias Renováveis Marinhas (9%); Política do Mar e Gestão Costeira (8%). O relatório evidencia igualmente oportunidades profissionais em áreas como a investigação científica, a monitorização ambiental, a engenharia, a educação, a consultoria, a gestão, as políticas públicas e outras atividades que contribuem para o desenvolvimento sustentável da Economia Azul. Importa salientar que uma menor representação de determinados setores no relatório não corresponde, necessariamente, a um menor número de oportunidades de emprego. Alguns setores, como o turismo costeiro sustentável, recorrem predominantemente a canais de recrutamento locais ou a plataformas, estando, por esse motivo, menos refletidos nas bases de dados internacionais utilizadas para a elaboração da análise. As conclusões do relatório confirmam a crescente multidisciplinaridade da Economia Azul e a necessidade de perfis profissionais cada vez mais diversificados, capazes de responder aos desafios associados à utilização sustentável do Oceano, à proteção dos ecossistemas marinhos, à inovação tecnológica e à transição para uma economia mais sustentável. Neste contexto, a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) acompanha a evolução das competências e das necessidades do mercado de trabalho da Economia Azul, promovendo políticas públicas alinhadas com a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14): Proteger a Vida Marinha, que contribuem para a valorização do capital humano, o desenvolvimento de competências azuis e o reforço da competitividade e sustentabilidade do Oceano e deste setor estratégico para Portugal. O Relatório de Empregos da Economia Azul 2026 constitui um contributo relevante para conhecer as tendências atuais do mercado de trabalho e apoiar estudantes, profissionais, empresas e decisores na identificação das competências e oportunidades emergentes na Economia Azul. Consulte + info e relatório:

A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou, no passado dia 27 de julho, em Lisboa, na sessão de encerramento da cerimónia de apresentação do livro e da plataforma digital “Sentinelas do Oceano”, uma iniciativa da SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Resultado de dois anos de trabalho editorial e do contributo de mais de 650 pessoas – entre equipas de recolha de dados no terreno, autores e revisores – a publicação reúne conhecimento científico atualizado sobre 66 espécies de aves marinhas e costeiras que ocorrem em Portugal, com mais de 160 mapas de distribuição organizados por região (Continente, Açores e Madeira) e período fenológico. Na sessão de encerramento, a Diretora-Geral reconheceu o rigor e a dedicação da SPEA na construção deste contributo para o conhecimento do Oceano, sublinhando que esta publicação se afirma não só como uma referência científica incontornável, mas também como um instrumento de sensibilização e mobilização, capaz de aproximar todos de um Oceano mais conhecido, mais saudável e mais protegido. As aves marinhas e costeiras funcionam como verdadeiras sentinelas da saúde dos ecossistemas oceânicos: a sua distribuição e tendências populacionais ajudam a compreender alterações ambientais e a informar decisões de conservação mais eficazes. A DGPM associa-se a este momento, reforçando o seu compromisso com o conhecimento científico como base para políticas públicas mais informadas ao serviço do Oceano. Aceda à plataforma digital AQUI